Mirada 2024

SESC SANTOS

2024

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  • A identidade visual e projeto de aplicações impressas, digitais e ambientais desta edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas – Mirada 2024 destaca o Peru como país homenageado, enquanto expande o projeto de atualização empreendido desde o início de 2020. Dez anos após sua primeira edição, em 2010, o festival buscou refletir sua consolidação e maturidade também através da sistematização de sua visualidade, criando consistência e regularidade para as edições subsequentes.

  • A decisão de preservar a chave presente na marca original do festival, de autoria da designer Noris Lima, se deu pela constatação de que o símbolo ainda carregava camadas de significado bastante relevantes para o evento. Seu formato, por exemplo, relaciona-se com o movimento do mar e, consequentemente, com Santos – a cidade que sedia o festival sintetiza o espaço de encontro de diferentes povos através de seu porto. Da mesma maneira, é possível achar certa semelhança entre a chave e o enquadramento do  proscênio (a versão mais clichê da moldura lateral da boca de cena, definida por cortinas abertas e amarradas).

    Depois de atravessarem uma atualização tipográfica sutil, os componentes da marca original foram isolados – logotipo (Mirada), símbolo (chave) e assinatura (festival ibero-americano de artes cênicas) tornaram-se elementos independentes na identidade visual, flexibilizando o sistema, revitalizando sua imagem e facilitando aplicações mais desafiadoras. Paralelamente, a repetição, rotação, espelhamento e tantas outras operações gráficas com a chave poderiam originar  diferentes grafismos. Essas variações não só poderiam distinguir cada edição do festival como também poderiam trabalhar evocando inquietações e temáticas de suas apresentações e atividades.

    Para direcionar a adaptação da identidade visual para a edição de 2024, a curadoria indicou o Peru como país homenageado e apontou as temáticas presentes nas obras e atividades desta edição.  Assim, reflexões sobre corpos insurgentes, migração, meio-ambiente, misoginia, lgbtfobia e racismo, já presentes nas edições anteriores, apareceriam ao lado de novas perspectivas como o colonialismo e a decolonidade, as histórias não hegemônicas, as questões amazônicas e a áfrica-ibérica.

    A tradição têxtil peruana foi então estabelecida como eixo central na conceituação do projeto, valorizando saberes ancestrais e originários ao mesmo tempo em que incorpora camadas de significado igualmente pertinentes como as redes, as tramas e os encontros. A multiplicidade de cores usadas numa nova variação de grafismo potencializa aplicações dinâmicas, como animações e  impressões lenticulares.  É no campo simbólico, no entanto,  que o vigor cromático realiza sua tarefa fundamental: transbordar das superfícies o chamado para a diversidade.  

  • CATÁLOGO
    Coordenação editorial: Mariana Delfini
    Textos: Mariana Delfini, Mariana Marinho, Maria Luisa Barsanelli e convidados
    Revisão: Ana Lúcia Sesso
    Tradução: Aline Scatola e Aline Lopes Murillo

    COMUNICAÇÃO VISUAL
    Projeto de ambientação urbana e interna: Álvaro Razuk, Flau Doudement, Thais Jardim • Projeto de comunicação visual: Estúdio Claraboia • Montagem e comunicação visual: Secall Comunicação Visual Ltda.